The use of the Ml flow test between newly diagnostic leprosy cases and in-home contacts / O uso do teste Ml flow entre casos de hanseníase recém-diagnosticados e contatos intradomiciliares

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Beatriz Aguiar da Silva
https://orcid.org/0000-0001-9904-2080
Gleciane Costa de Sousa
Maria Edileuza Soares Moura
https://orcid.org/0000-0002-2550-8383

Resumo

Objetivo: identificar o resultado de teste Ml Flow entre casos de hanseníase recém-diagnosticados e contatos intradomiciliares. Método: estudo transversal, descritivo, com abordagem quantitativa realizado no município de Caxias, Maranhão, Brasil, onde recrutou-se casos recém-diagnosticados, virgens de tratamento e contatos intradomiciliares. Os participantes foram submetidos ao exame dermatológico, neurológico e ao teste Ml Flow, bem como os casos de hanseníase foram submetidos a baciloscopia do raspado intradérmico. Resultados: nos casos recém-diagnosticados o teste Ml Flow foi negativo em 87,5% (7/8) dos paucibacilares e positivo em 70% (21/30) dos multibacilares, ambos concordantes com a baciloscopia do raspado intradérmico. Identificou-se 30 (9%) contatos intradomiciliares com alto risco de adoecer. Conclusão: o teste Ml Flow constitui-se uma ferramenta útil para correta detecção de contatos com alta chance de adoecer da hanseníase, bem como para classificar corretamente os casos novos.




 

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Como Citar
1.
da Silva BA, de Sousa GC, Moura MES. The use of the Ml flow test between newly diagnostic leprosy cases and in-home contacts / O uso do teste Ml flow entre casos de hanseníase recém-diagnosticados e contatos intradomiciliares. R. pesq. cuid. fundam. online [Internet]. 12º de agosto de 2022 [citado 28º de setembro de 2022];14:e-10808. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/cuidadofundamental/article/view/10808
Seção
Research
Biografia do Autor

Beatriz Aguiar da Silva, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

Graduada em Enfermagem Bacharelado pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.

Gleciane Costa de Sousa, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

Graduada em Administração Pública. Mestrado em Biodiversidade Ambiente e Saúde e enfermeira no Hospital Regional de Timbiras – MA. Professora Substituta da Universidade Estadual do Maranhão, Campus Coroatá-MA.

Maria Edileuza Soares Moura, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí. Doutora em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Goiás. Professora Adjunta da Universidade Estadual do Maranhão. Caxias-MA-Brasil.

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